O governo Lula vê uma armadilha eleitoral no anúncio dos EUA de designar o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas, e um desafio de criticar a medida sem parecer que está defendendo as organizações criminosas.
A decisão foi anunciada um dia depois que o pré-candidato Flávio Bolsonaro e seu irmão, Eduardo, se reuniram com o presidente norte-americano e com outros integrantes da cúpula do governo dele.
Ao contrário do que ocorreu quando Donald Trump baixou um tarifaço de até 50% sobre produtos brasileiros vendidos aos EUA, medida de fácil compreensão que foi amplamente condenada ao gerar efeitos negativos imediatos em diversos setores da economia, desta vez o assunto é mais complexo.
Em um primeiro momento, como escreveu o advogado Welber Barral em artigo publicado na Folha, o anúncio pode parecer um gesto simbólico da guerra contra o crime. E isso é simples de ser assimilado.
Mais difícil, desta vez, seria perceber as consequências negativas para a economia, já que as medidas aumentam os riscos de bancos, seguradoras, fundos de investimento, empresas de logística e multinacionais sofrerem sanções dos EUA.












