Governo adotará mesma estratégia usada na época em que Donald Trump anunciou tarifaço 07.05.2026 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Encontro com o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. — Foto: Ricardo Stuckert / PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 10:16 Lula reage à classificação do PCC e CV como terroristas pelos EUA, defendendo soberania nacional O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja enfatizar a defesa da soberania nacional em resposta à classificação dos grupos PCC e CV como terroristas pelos EUA. Essa estratégia ecoa a usada contra as tarifas de Trump, visando descreditar a postura de Flávio Bolsonaro. A medida americana surpreendeu Brasília e pode afetar as relações diplomáticas e o mercado financeiro, gerando receio de sanções por ligações com o crime organizado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Apesar de não ter definido os detalhes da reação à decisão dos Estados Unidos de classificarem as facções PCC e CV como organizações terroristas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai exaltar a defesa da soberania nacional ao tratar do tema. O caminho é visto como uma forma de se contrapor ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato a presidente, que comemorou a decisão, tomada dois dias depois de sua visita ao presidente americano Donald Trump. Assim como feito na época da decretação do tarifaço em julho do ano passado, Lula e seus aliados devem frisar que a família Bolsonaro trabalha contra os interesses do país, já que a classificação das facções como grupos terroristas pode prejudicar empresas brasileiras. A amplitude da medida pode ter impactos no mercado financeiro, pela possibilidade de sanções diante da infiltração do crime organizado em setores formais da economia, e nas relações diplomáticas os dois países, uma vez que os EUA já usaram o combate ao “narcoterrorismo” como justificativa para ações militares fora do seu território. Depois do encontro de Lula com Trump no dia 8, o governo brasileiro considerava que a possibilidade de classificação do PCC e do CV não estava na perspectiva imediata dos americanos. Por causa do clima amistoso entre os dois presidentes, a expectativa era que um anúncio desse tipo não ocorresse. Assim, o Planalto foi pego de surpresa com a decisão de quinta-feira do Departamento de Estado dos EUA. Na semana passada, em entrevista ao GLOBO, o ministro Wellington Lima e Silva havia dito que não via possibilidade de a medida ser adotada em um “horizonte próximo”. O governo ainda calibra o tom da reação oficial à decisão dos Estados Unidos com o temor que uma manifestação muita enfática possa ser lida pela população como “defesa de bandidos”.
Lula vai focar em defesa da soberania para rebater decisão dos EUA de classificar facções como grupos terroristas
Governo adotará mesma estratégia usada na época em que Donald Trump anunciou tarifaço














