O Fórum de Lisboa é hoje uma usina de ideias. Reúne, num mesmo espaço, três universos que raramente conversam com a profundidade necessária: a ciência, a academia e o direito Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa — Foto: Wikimedia Commons RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 28/05/2026 - 17:12 XIV Fórum de Lisboa 2026: Desafios da IA e Soberania em Debate O XIV Fórum de Lisboa, que ocorrerá de 1º a 3 de junho de 2026 na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, é um marco no cenário jurídico global. Idealizado pelo ministro Gilmar Mendes, o evento reunirá 450 participantes de 15 países para discutir "Nova ordem internacional, tecnologia e soberania". Com keynote speakers como Thomas Friedman e Joel Mokyr, o fórum abordará desafios como IA, soberania digital e economia. O Brasil, em meio a complexas questões regulatórias, estará em foco, ressaltando a importância de equilibrar inovação e segurança. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na próxima segunda-feira, 1º de junho de 2026, a histórica Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa abre suas portas para um acontecimento que tornou-se referência incontornável no calendário global do Direito, da política e da economia: o XIV Fórum de Lisboa. Idealizado e conduzido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, o simpósio se estende até 3 de junho e será, em números oficiais, a maior edição já realizada: 71 painéis, 7 espaços simultâneos, mais de 450 participações confirmadas e 15 países representados. O Fórum de Lisboa é hoje uma usina de ideias. Reúne, num mesmo espaço, três universos que raramente conversam com a profundidade necessária: a ciência, a academia e o direito. É nessa convergência rara que reside sua força. Em 2026, são 48 palestrantes internacionais somados aos grandes nomes brasileiros, num encontro que mobiliza autoridades, pesquisadores e tomadores de decisão dos dois lados do Atlântico. O tema central "Nova ordem internacional, tecnologia e soberania: desafios democráticos, econômicos e sociais" orientará debates sobre as transformações do cenário global, o impacto das novas tecnologias e os novos contornos da democracia, da economia e da organização social dos Estados. A escolha do tema não poderia ser mais oportuna, e atinge o Brasil em cheio. Vivemos um momento de ruptura no qual a inteligência artificial generativa redesenha mercados de trabalho, processos eleitorais e a própria noção de verdade. A geopolítica se reorganiza em blocos cada vez mais antagônicos, com EUA, China e União Europeia disputando não apenas mercados, mas modelos regulatórios. A soberania dos Estados é tensionada por gigantes da tecnologia que operam acima de fronteiras, e a democracia, nossa conquista mais cara, enfrenta seu teste de resistência mais desafiador desde o século XX. Para um país como o Brasil, esses desafios chegam multiplicados. Somos uma democracia jovem, um Judiciário sobrecarregado e um arcabouço regulatório que tenta correr atrás de tecnologias que avançam em ritmo exponencial. Como regular a inteligência artificial sem sufocar a inovação nem deixar a sociedade desprotegida? Como assegurar integridade eleitoral diante de deepfakes, bots e desinformação automatizada em escala industrial? Como garantir que plataformas digitais que hoje concentram poder informacional superior ao de muitos Estados sejam responsabilizadas no Brasil sem que se importe pura e simplesmente a regulação europeia, desenhada para outra realidade? Esses dilemas estão postos no Marco Civil da Internet, na LGPD, no PL das Fake News, no debate sobre o PL 2338/23 da inteligência artificial e nas decisões do próprio STF sobre o artigo 19. Não há respostas prontas, e qualquer caminho exigirá calibragem fina entre liberdade, segurança e inovação. Terei a honra de debater esse tema no Fórum. A pauta econômica é igualmente urgente. O Brasil precisa decidir, e rápido, como participar das cadeias globais de semicondutores, data centers e infraestrutura crítica de IA, ou aceitar o papel de mero consumidor de tecnologia alheia. A transição energética abre uma janela rara: temos matriz limpa, terras raras e potencial em hidrogênio verde, mas o quadro regulatório, tributário e ambiental ainda dispersa investimentos. Some-se a isso a reforma tributária em implementação, a judicialização da saúde, a regulação das apostas online, e a litigância climática que começa a desembarcar nos tribunais brasileiros. Cada um desses temas, isoladamente, mereceria um fórum próprio. Em Lisboa, todos estarão na mesa. A programação confirma a envergadura do encontro. Três keynote speakers abrem o debate global: Thomas Friedman, três vezes vencedor do Pulitzer, referência mundial em geopolítica e globalização; Joel Mokyr, Prêmio Nobel de Economia de 2025, que tratará de inovação, instituições e economia do conhecimento; e Ivan Duque, ex-presidente da Colômbia, que abordará os desafios da nova ordem global. O Fórum oferece o que poucos eventos no mundo entregam simultaneamente: atualização técnica de altíssimo nível, exposição a vozes internacionais qualificadas e networking com quem move as engrenagens das instituições. Lisboa, mais uma vez, será capital do pensamento jurídico-político global. E o Brasil, diante de tantas decisões regulatórias em aberto, estará, com razão, no centro da conversa.
Começa em Lisboa o maior fórum jurídico da década
O Fórum de Lisboa é hoje uma usina de ideias. Reúne, num mesmo espaço, três universos que raramente conversam com a profundidade necessária: a ciência, a academia e o direito














