A chanchada diversionista encenada pelo pré-candidato Flávio Bolsonaro nos EUA, onde conseguiu aparecer numa foto com Donald Trump tem, como se sabe, o intuito de desviar a atenção dos rolos do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, peça central do escândalo do Banco Master.

Flávio já havia demonstrado sua sabujice antipatriótica ao prometer, caso eleito, contemplar as ambições americanas de controlar reservas estratégicas de terras raras –as do Brasil.

Agora, escoltado por Eduardo, seu brother desertor, resolveu também reforçar a proposta de a potência estrangeira classificar as facções criminosas e mafiosas brasileiras (PCC e Comando Vermelho) como organizações terroristas. Foi o que fez em encontro com Marco Rubio, o secretário de Estado ora empenhado em invadir Cuba, de onde veio sua família.

Aliás, considerando-se o histórico de proximidade do clã Bolsonaro com figuras do mundo crime, não deixa de ser ousada a animação do filhão com a referida proposta.

Flávio demonstrou o que já se sabia: ele, seus parentes e Paulo Figueiredo, neto do ditador que disse preferir cheiro de cavalo a cheiro do povo, têm trânsito nos círculos trumpistas. Natural. Há tempos, desde a época em que Olavo de Carvalho e o tradicionalista fascistoide Steve Bannon pontificavam, são conhecidas as relações da ultradireita bolsonarista com os soldados ideológicos de Trump e seus amigos antiliberais.