A 23ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) negou, no último dia 13, recurso interposto pelo empresário Mickael Villela Brandão Paolucci e outros membros de sua família, mantendo-os como responsáveis pelo pagamento de uma dívida contraída por seu pai, o empresário Abelardo Paolucci. A decisão, unânime, foi relatada pelo desembargador Sergio Gomes. Cabe recurso.
Mickael Paolucci é fundador da gestora Multiplica Capital, mas não faz parte da sociedade da empresa desde o ano passado.
O caso tem origem em uma confissão de dívida firmada em 2014 entre Abelardo e o credor Carlos Alberto Guelfi. No processo, o débito é estimado em R$ 5,5 milhões, mas Guelfi contesta e afirma que o valor correto seria de cerca de R$ 20 milhões.
Ao tentar receber os valores devidos,o cobrador não encontrou bens em nome do devedor, o que motivou a abertura de um incidente judicial para investigar o destino do patrimônio da família. A defesa sustenta que as transferências de imóveis foram operações legítimas, realizadas anos antes da dívida ser contraída, e que não houve intenção de prejudicar o credor.
Segundo os advogados, Mickael e Kalvin nunca foram sócios formais das empresas envolvidas e não podem ser responsabilizados por obrigações que não contraíram. A família também contesta a forma como o patrimônio foi avaliado e nega que as empresas tenham sido usadas para encobrir bens de Abelardo.














