Endereços em São Paulo nos arredores da Faria Lima, principal centro financeiro do país, foram alvos da operação contra sonegação e lavagem de dinheiro do crime organizado na manhã desta quinta-feira (28). Chamada de Fluxo Oculto, a operação é um desdobramento da Carbono Oculto, a maior registrada sobre as relações entre o mercado de capitais e o crime organizado.

Agentes das polícias Civil e Militar cumpriram mandados de busca e apreensão em seis fintechs, duas das quais estavam no bairro nobre. Os outros endereços estão em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, em São José do Rio Preto, núcleo dos crimes investigados na Carbono Oculto, e na Barra da Tijuca, na capital fluminense.

Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), seis novas fintechs foram descobertas por meio do material apreendido durante a operação Carbono Oculto, que teve como um dos principais alvos o BK Bank. Entraram agora na mira Grupo Ceopag, Grupo Sispay, Grupo Smart Solutions e a instituição de pagamento Yaw.

A Folha tentou contato com as empresas por meio de telefones indicados em seus sites e emails, mas não teve retorno até a publicação desta reportagem. No caso da Ceopag, as formas de contato informadas em seu site não existem. O Grupo Sispay atendeu e desligou, enquanto o Smart Solutions deixou a reportagem na espera por dez minutos antes de desligar. A Yaw só informa email e também não respondeu.