O Brasil completa, em 2026, duas décadas de um movimento que nasceu da indignação e se transformou na maior vitrine da complexidade fiscal do nosso país: o DLI (Dia Livre de Impostos). No dia 28 de maio, milhares de lojistas em todos os estados brasileiros abrem suas portas para oferecer produtos com descontos de até 70%.

Mas não se engane: o que o consumidor verá na etiqueta não é apenas uma promoção; é o preço real do produto sem a mão pesada do Estado que, silenciosamente, consome o poder de compra da nossa população.

Chegamos a uma marca histórica e alarmante. O brasileiro trabalha, em média, cinco meses do ano apenas para pagar impostos. São 150 dias de esforço dedicados integralmente a sustentar uma máquina pública que nem sempre entrega o retorno esperado em saúde, educação e infraestrutura.

O Sistema CNDL, em união com as CDLs de todas as regiões, lança o Manifesto à Nação e ao Poder Público. Um documento que não é apenas uma queixa; é um clamor por justiça tributária e por um ambiente de negócios onde o empreendedor não precise ser um sobrevivente diário.

Vivemos sob o manto da insegurança jurídica. A reforma tributária, que deveria trazer alívio e clareza, apresenta-se agora com um período de transição que ameaça tornar-se um pesadelo operacional. Conviver com dois modelos tributários simultâneos por anos exigirá custos administrativos altíssimos e um esforço hercúleo das empresas.