'Embora o diretor tenha declarado em Cannes que 'está farto de falar de si mesmo', boa parte dos fãs não parece se incomodar com isso', afirma crítico; Bonequinho aplaude 'Natal amargo', de Pedro Almodóvar — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 17:03 "Pedro Almodóvar Reencontra Clássico Equilíbrio em 'Natal Amargo'" "Em 'Natal Amargo', Pedro Almodóvar retorna ao equilíbrio entre humor negro e melodrama, relembrando seus clássicos. O filme, exibido em Cannes, explora a crise criativa do cineasta Raul Rossetti, interpretado por Leonardo Sbaraglia, e reflete dilemas éticos e autobiográficos. Com uma trilha melancólica de Alberto Iglesias e figurinos vibrantes, Almodóvar encanta fãs ao revisitar temas e estilos consagrados." CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dois anos após conquistar o Leão de Ouro em Veneza com “O quarto ao lado”, Pedro Almodóvar competiu em Cannes com “Natal amargo”. Não ganhou prêmio algum, mas os elogios colhidos são suficientes para mostrar que a crise criativa que afeta o protagonista, o diretor de cinema Raul Rossetti (Leonardo Sbaraglia), torna o filme menos autobiográfico do que parece. Afinal, nos últimos dez anos Almodóvar realizou cinco longas e dois curtas. O novo filme é quase uma continuação de “Dor e glória” (2019). Raul escreve um roteiro inspirado em passagens da própria vida e, inadvertidamente, também nas de pessoas próximas, como a produtora Mónica (Aitana Sánchez-Gijón), sugerindo que a crise é também ética. A ação se alterna entre o tempo presente e 2004, quando se passa a história que ele está tentando criar. Na ficção dentro da ficção, o alter ego de Raul é Elsa (Bárbara Lennie), uma “cineasta cult” (há uma ótima piada sobre isso no filme) que migrou para a publicidade e agora quer retomar o cinema. Ela ainda sofre com o luto da perda da mãe, como o protagonista de “Dor e glória”, e essa é uma das muitas semelhanças entre os dois filmes e a obra recente do diretor. Estão presentes também a trilha sonora sóbria e algo melancólica de Alberto Iglesias, contrastando com os figurinos e cenários que privilegiam tons fortes de verde, azul e vermelho. Para quem tinha saudades do Almodóvar dos velhos tempos, ele equilibra o melodrama com pitadas de humor negro em uma ou outra cena, além de trazer de volta a música de uma de suas musas, a cantora mexicana Chavela Vargas. Embora o diretor tenha declarado em Cannes que “está farto de falar de si mesmo”, boa parte dos fãs de Almodóvar não parece se incomodar com isso. Afinal, quando ele se repete, está trazendo de volta características temáticas e estéticas que fizeram dele um dos maiores autores da história do cinema. Cotação: Bonequinho aplaude.
'Natal amargo' recupera 'Almodóvar dos velhos tempos' com equilíbrio entre humor negro e melodrama
'Embora o diretor tenha declarado em Cannes que 'está farto de falar de si mesmo', boa parte dos fãs não parece se incomodar com isso', afirma crítico; Bonequinho aplaude













