Ambientes urbanos mais justos, eficientes, acolhedores e capazes de proporcionar qualidade de vida são feitos não apenas de condomínios, avenidas, prédios comerciais, espaços verdes e transporte público. Em sua formação estão também sensores urbanos, infraestrutura de Internet das Coisas (IoT), monitoramento ambiental, mobilidade inteligente e serviços públicos orientados por tecnologia. Em outras palavras, com o apoio intensivo da conectividade e da tecnologia, as cidades inteligentes são mais humanas, receptivas, resilientes e responsivas às demandas cotidianas, incluindo os impactos das mudanças climáticas. Os investimentos no setor seguem em alta no Brasil. De acordo com a empresa Grand View Research, alcançou US$ 17,2 milhões e deverá crescer 25,3% ao ano até 2030, quando deverá chegar a US$ 61 milhões, valores que colocam o país na liderança da América Latina em inovação para cidades. É uma abordagem com potencial para melhorar exponencialmente a gestão pública e a oferta de serviços essenciais. Como aponta uma análise da McKinsey, quando utilizadas com excelência, as soluções digitais baseadas em dados são capazes de melhorar os indicadores de qualidade de vida em até 30%, na medida em que ampliam a segurança pública e reduzem os tempos de deslocamento, entre outros benefícios no gerenciamento de sistemas complexos, como energia, água, saúde e licenciamento. Dados como vetor de transformação A construção de cidades inteligentes está diretamente ligada à capacidade de conectar infraestrutura, serviços e pessoas em tempo real. As redes de alta capacidade atuam como as grandes habilitadoras das aplicações que permitem desenvolver soluções capazes de transformar áreas essenciais. É a partir dessa integração entre conectividade, infraestrutura digital e análise estratégica de dados que a Claro empresas vem estruturando sua atuação. A companhia desenvolve um ecossistema de soluções voltado a diferentes aspectos da rotina urbana, incluindo iluminação pública, gás, saneamento básico, energia, mobilidade, segurança e monitoramento. Na primeira frente, enquanto os gestores enfrentam custos elevados de manutenção, falta de visibilidade sobre falhas na rede de iluminação e reclamações constantes da população sobre pontos de luz apagados ou com defeito, a solução passa pela implementação de infraestrutura inteligente que transforma a iluminação pública em uma plataforma digital capaz de suportar múltiplos serviços urbanos ao integrar todos os dados, que podem ser visualizados em tempo real, e facilita a automatização e os processos de manutenção. Quanto ao gás, a leitura presencial obrigatória gera custos elevados, expõe equipes a riscos operacionais e resulta em baixa eficiência de cobrança e gestão. Em contraponto, é possível atuar com medidores inteligentes, que oferecem baixo consumo de energia e alta penetração indoor, essenciais para instalações residenciais. Além disso, a plataforma segura de coleta e armazenamento de dados garante conformidade regulatória e permite análise de padrões para detecção de anomalias. Em relação à energia, medidores inteligentes com comunicação celular integrados aos sistemas da concessionária criam a base para smart grids e gestão avançada de energia. Além disso, o monitoramento contínuo gera visibilidade em tempo real do consumo e da qualidade da energia em toda a rede e apoia análises preditivas para o planejamento de ações de expansão e manutenção. Já no caso da mobilidade, a resiliência urbana é reforçada com o uso de 5G e a análise de dados em tempo real, que permite, por exemplo, dar prioridade nos semáforos para casos de emergência. A baixa latência e a alta disponibilidade permitem realizar ajustes em tempo real e fazer a comunicação instantânea entre semáforos, viaturas e central de controle. Além disso, o backup de conectividade e a redundância da conexão por celular garantem operação contínua mesmo em eventos críticos, como chuvas intensas ou crises urbanas. Atuação completa Entre as soluções disponibilizadas pela empresa, está o Narrowband IoT (NB-IoT), uma tecnologia de rede celular de longo alcance e baixo consumo, voltada para dispositivos estáticos. Ela permite que os equipamentos atuem utilizando baterias muito pequenas a ainda alcança áreas de difícil cobertura, como espaços muito fechados ou subterrâneos. “A partir de nosso portfólio, parceiros e alianças, podemos atuar em todas as camadas da solução, orquestrando o nosso ecossistema ao do cliente e gerenciando todo o conjunto”, afirma Alexandre Gomes da Silva, diretor de Marketing da Claro empresas. Segundo o executivo, a companhia atua desde a infraestrutura de comunicação até as camadas de aplicações e interoperabilidade, apoiando cidades, concessionárias, empresas privadas e projetos de parcerias público-privadas (PPPs) na construção de ambientes urbanos mais conectados, eficientes e resilientes. “Trabalhamos a partir do nosso core, de infraestrutura em comunicação, para desenvolver os mais variados serviços capazes de habilitar a infraestrutura digital que conecta objetos, até chegarmos à camada de aplicações e de interoperabilidade”, finaliza o diretor de Marketing da Claro empresas. — Foto: Getty Images e Arte/GLab
Cidades inteligentes avançam com uso estratégico de dados
Integração entre conectividade, IoT e infraestrutura digital melhora a eficiência operacional e a gestão de serviços essenciais









