A tecnologia de ponta e a ancestralidade indígena se encontram no documentário "Replikka" —premiado em festivais de cinema no Brasil, no Canadá e no México. O curta-metragem conta a história da gruta sagrada de Kamukuwaká, no Mato Grosso.

"Replikka" será exibido, pela primeira vez em São Paulo, na 15ª Mostra Ecofalante de Cinema, que será realizada entre 28 de maio e 10 de junho. O documentário, dirigido pela produtora Heloísa Passos e pelo comunicador Piratá Wauja, vai concorrer como melhor curta na categoria "Territórios e Memória" do evento.

Em 2 de maio, a história da gruta de Kamukuwaká chamou a atenção dos críticos do festival Hot Docs, em Toronto (Canadá), e foi eleito o melhor curta-metragem documental internacional. Com este título, entrou na corrida por uma vaga ao Oscar.

Antes disso, "Replikka" venceu, em abril, como melhor curta ibero-americano do Guadalajara International Film Festival, no México. Também levou os títulos de melhor direção e melhor edição de som, no 58˚ Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (setembro, 2025), e ganhou o prêmio Canal Brasil de melhor curta, no 21º Panorama Internacional Coisa de Cinema (março, 2026).

"Replikka" conta a história da perda e do renascimento da gruta sagrada, considerada o berço da etnia wauja, do Parque Indígena do Xingu. O enredo narra a jornada de resiliência, espiritualidade, memória e identidade.