'Backrooms: um não lugar', estrelado por Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve, adapta uma creepypasta que assombrou fóruns e redes sociais Renate Reinsve (de 'Valor sentimental!) em cena do filme 'Backrooms: Um não lugar' — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 12:00 "Backrooms: Filme da A24 Transforma Creepypasta em Horror Cinematográfico" "Backrooms: Um não lugar", estrelado por Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve, é inspirado em uma "creepypasta" viral que explora dimensões labirínticas assustadoras. O conceito, originado de um post de 2019 no 4chan, descreve espaços infinitos e perturbadores que evocam sentimentos de isolamento e desconforto. O filme, da A24 e dirigido por Kane Parsons, traz essa lenda da internet para as telas de cinema. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Corredores amarelos infinitos, luzes fluorescentes piscando, carpete úmido e uma sensação constante de que algo está errado. O universo dos “backrooms”, uma das maiores histórias de terror nascidas na internet nos últimos anos, saiu dos fóruns on-line para chegar aos cinemas com “Backrooms: um não-lugar”, da produtora americana A24 e estrelado por Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve, indicada ao Oscar 2026 por “Valor sentimental”. Baseado em um curta viral, o longa marca a estreia do diretor Kane Parsons, de apenas 20 anos. Na trama, uma terapeuta (Reinsve) adentra um backroom quando um de seus pacientes (Ejiofor) desaparece e ela precisa resgatá-lo. Parsons ficou conhecido na internet por publicar no YouTube uma série de vídeos inspirados nos backrooms, dimensões paralelas labirínticas que parecem existir entre a realidade e o pesadelo. Os curtas viralizaram, acumulando milhões de visualizações com uma estética hiper-realista, imagens granuladas e atmosfera profundamente perturbadora. O que são os 'backrooms'? Cena do filme "Backrooms" — Foto: Divulgação Os backrooms são espaços fictícios criados na internet que funcionam como uma espécie de dimensão alternativa. A principal característica é a sensação labiríntica: salas, corredores e escritórios aparentemente infinitos, marcados por paredes amareladas, iluminação artificial e um silêncio desconfortável. O terror dos backrooms não está necessariamente em monstros ou sustos repentinos, mas na sensação de vazio, repetição e isolamento. O conceito também se relaciona aos chamados “espaços liminares”. A palavra “liminar” vem do latim limen, que significa “limiar” ou “transição”. São ambientes comuns vistos fora de contexto, como um shopping vazio, uma escola à noite, um corredor de hotel deserto ou um escritório silencioso depois do expediente. Quando esses lugares aparecem vazios, silenciosos e sem presença humana, passam a causar desconforto psicológico. É essa sensação que os backrooms exploram. Como surgiu a lenda? 'Backrooms': imagem postada no 4chan deu origem à história — Foto: Reprodução A ideia dos backrooms surgiu em 2019, em um post anônimo publicado no fórum 4chan. A publicação mostrava apenas uma imagem de um corredor vazio, iluminado por lâmpadas fluorescentes e cercado por paredes amareladas. A legenda dizia: “Se você não tomar cuidado e atravessar a realidade nos lugares errados, vai acabar nas Backrooms, onde tudo o que existe é o cheiro de carpete velho e úmido, a loucura do amarelo monocromático, o ruído interminável de lâmpadas fluorescentes zumbindo no volume máximo e aproximadamente novecentos e sessenta milhões de quilômetros quadrados de salas vazias segmentadas aleatoriamente, nas quais você ficará preso. Que Deus o ajude se ouvir algo vagando por perto, porque aquilo com certeza já ouviu você.” O conceito de “atravessar a realidade” vem dos videogames. É uma referência ao noclip, quando um personagem ultrapassa paredes ou atravessa partes do cenário por causa de uma falha do jogo, caindo fora dos limites do mapa. O post rapidamente viralizou e deu origem a uma mitologia colaborativa na internet. Usuários começaram a criar “níveis” para o labirinto, regras de sobrevivência, teorias e criaturas misteriosas escondidas nos corredores. O que é 'creepypasta'? Os backrooms fazem parte do universo das chamadas “creepypastas”, histórias de terror compartilhadas on-line que se espalham por fóruns, redes sociais, vídeos no YouTube (como foi o caso dos vídeos de Parsons) e até videogames. O termo mistura as palavras “creepy” (“assustador”, em inglês) e “copypasta”, expressão usada na internet para textos copiados e colados repetidamente. Os backrooms existem de verdade? O termo ficou tão popular nas redes sociais que muitos internautas passaram a perguntar se os backrooms seriam reais ou se existiriam lugares semelhantes espalhados pelo mundo. Apesar das teorias e vídeos conspiratórios, os backrooms são apenas histórias de terror. Ainda assim, especialistas em cultura digital apontam que o fenômeno conversa diretamente com sentimentos contemporâneos de ansiedade, solidão, hiperconectividade e esgotamento mental.
O que significa 'Backrooms'? Entenda lenda viral que deu origem a filme de terror
'Backrooms: um não lugar', estrelado por Chiwetel Ejiofor e Renate Reinsve, adapta uma creepypasta que assombrou fóruns e redes sociais











