A Ferrari revelou na segunda-feira (25) o Luce, seu primeiro carro totalmente elétrico. O modelo de cinco lugares é uma das maiores apostas da história da empresa italiana, chegando em meio a uma série de metas não cumpridas e promessas caras de montadoras de luxo de se tornarem elétricas.
No Luce, os engenheiros da Ferrari acreditam ter desenvolvido um carro esportivo capaz de fazer curvas em alta velocidade, apesar de carregar mais de meia tonelada de células de bateria e circuitos elétricos fixados ao assoalho.
Mas será que os ultrarricos vão gastar mais de US$ 500 mil em uma Ferrari totalmente elétrica que não tem exatamente o visual clássico ou o ronco distintivo do motor de uma Ferrari?
"Este foi um grande investimento da Ferrari em um produto que, no momento, não tem um mercado específico", disse Angus MacKenzie, chefe do escritório internacional da MotorTrend. "Eles estão preocupados."
Os investidores pareciam cautelosos. As ações da Ferrari caíram 6% em Milão no início do pregão de terça-feira (26). Entusiastas de carros se engajaram em um debate acalorado em fóruns online sobre os prós e contras do design.











