Temendo perder votos após criticar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com escala 6x1, o PL definiu uma estratégia para tentar jogar o desgaste para o presidente Lula (PT): defenderá no plenário da Câmara dos Deputados a escala 4x3, com quatro dias de trabalho para três de folga, e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem transição.
A votação será nominal. Como se trata de uma PEC, a base aliada do governo, com os partidos de esquerda e do centrão, terá que dar 308 votos a favor da transição –medida que era criticada por Lula e pela maioria do PT até semana passada. Se não houver votos suficientes, a transição cairá e a redução da jornada será imediata após a promulgação.
O parecer do deputado Leo Prates (Republicanos-BA), fruto de um acordo entre Lula e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), estabelece uma transição até 2027. Até então, o petista defendia publicamente a redução imediata da jornada, enquanto os deputados queriam um período de implantação mais longo.
O parecer determina que a redução da jornada de trabalho de 44 para 42 horas semanais e as duas folgas semanais remuneradas, uma preferencialmente aos domingos, passarão a valer 60 dias após a promulgação da PEC. Doze meses depois dessa primeira redução, haverá novo corte, para 40 horas semanais.










