Nos bastidores, integrantes da bancada do partido de Bolsonaro afirmam que o objetivo é constranger a gestão Lula, que teria que se opor a uma proposta mais vantajosa aos trabalhadores O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) — Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados/26-04-2022 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 16:55 PEC de Erika Hilton propõe jornada 4x3 e desafia governo Lula PL e PSOL pedem votação da PEC de Erika Hilton que propõe escala de trabalho 4x3, desafiando a gestão Lula. A proposta visa substituir a escala 6x1 por 5x2, mas Hilton sugere três dias de folga. O PL argumenta por uma mudança imediata e mais profunda. A redução da jornada é prioridade para o governo, mas enfrenta oposição que a vê como medida eleitoreira. O debate avança em um calendário apertado no Congresso. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO As bancadas do PL, partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, e do PSOL na Câmara dos Deputados, apresentaram requerimentos pedindo que a Casa vote o projeto da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) sobre o fim da escala 6x1, no lugar da proposta que está em discussão. A proposta de Erika prevê a redução da jornada de trabalho para a escala 4x3, ou seja, três dias de folga ao trabalhador. A PEC em discussão estabelece a escala 5x2, com dois dias de folga. Nos bastidores, integrantes da bancada afirmam que o objetivo é constranger o governo, que teria que se opor a uma proposta mais vantajosa aos trabalhadores. Nesta quarta-feira, a comissão especial que trata da PEC aprovou a proposta por 34 votos a 4. Duante a sessão da comissão, o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcanti (RJ), rebateu críticas de que a legenda seria contra os direitos dos trabalhadores e afirmou que o partido vai defender, no plenário da Casa, uma mudança ainda mais profunda: a jornada de quatro dias trabalhados por três de descanso (escala 4x3). – Nós queremos que a redução da jornada de trabalho seja imediata. Que história é essa de dois meses? Para que isso? – disse. A comissão rejeitou um destaque do deputado que previa a validade imediata do direito aos dois dias de folga semanal – e não após 60 dias. Entenda a proposta que estabelece o fim da escala 6x1 Falando pela Maioria, o deputado Lindebergh Farias (PT-RJ) lembrou que mais de 60 deputados do PL assinaram emendas propondo uma transição longa de dez anos e uma jornada de até 52 horas, além de citar declarações públicas de lideranças da oposição que criticavam a medida por supostos riscos de inflação. A deputada Julia Zanatta (PL-SC) argumentou que a redução das jornadas pode aumentar custos e defendeu mais liberdade econômica para empresas e trabalhadores. “O que a gente tem que estar preocupado é se esse custo que vai aumentar na mão de obra não vai recair sobre aquele povo já tão sofrido”, disse. O tema da redução de jornada de trabalho é considerado prioritário para a gestão petista e potencial bandeira para ser explorada na campanha à reeleição de Lula neste ano, diante do grande alcance da medida. Desde que a votação foi anunciada na Câmara, parlamentares da oposição passaram a se manifestar contra a proposta do governo, afirmando se tratar de uma jogada eleitoreira. O Palácio do Planalto tem pressa para que o tema tramite ainda neste semestre, já que a partir de agosto o Congresso deverá ficar esvaziado por conta do processo eleitoral. O recesso parlamentar começa oficialmente em 18 de julho, mas o calendário é considerado apertado, com feriado e comemorações de São João, que também esvaziam o Congresso. Além de aprovar na Câmara, o texto precisa passar por análise no Senado. A estratégia usada pelo PL já foi adotada em outro momento nessa legislatura com objetivo de constranger o governo numa pauta cara ao Planalto e de cunho popular. No ano passado, quando tramitou proposta de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000, o partido de Bolsonaro apresentou emenda para que essa isenção contemplasse quem ganhasse até R$ 10.000. A medida, no entanto, não prosperou.
PL e PSOL apresentam pedidos para votar PEC de Erika Hilton que estabelece escala 4x3; entenda
Nos bastidores, integrantes da bancada do partido de Bolsonaro afirmam que o objetivo é constranger a gestão Lula, que teria que se opor a uma proposta mais vantajosa aos trabalhadores













