A acusação de espionagem feita pelo iFood contra a recém-chegada Keeta não passa de cortina de fumaça, empresa dominante no mercado brasileiro de delivery, , diz o vice-presidente da empresa de capital chinês, Danilo Mansano.
Para o executivo, as acusações de um processo ajuizado no dia 19 servem para esconder a nota técnica do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) que viu indícios de descumprimento de um acordo sobre contratos de exclusividade firmado em 2023.
O órgão antitruste enumerou sinais de que o iFood retalia restaurantes que aderiram a plataformas concorrentes, reduzindo a exposição dessas lojas no aplicativo e derrubando o faturamento dos estabelecimentos.
O iFood, por seu lado, acusa a Keeta de abordar funcionários oferecendo dinheiro em troca de informações sigilosas e pede na Justiça uma indenização de R$ 1 milhão.
"Essas alegações não procedem. Para a gente, é basicamente uma cortina de fumaça para esconder o que o Cade está investigando", afirmou Mansano ao C-Level Entrevista, videocast semanal da Folha. A Keeta é o braço internacional da gigante chinesa Meituan, maior empresa de delivery do mundo.















