A Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) viu indícios de que o iFood, maior plataforma de delivery do Brasil, violou o acordo sobre contratos de exclusividade com restaurantes parceiros firmado em 2023 e deu 15 dias para que a empresa se explique.
Investigação concluída em maio pelo Cade apontou indícios de que a empresa retaliou restaurantes que aderiram a plataformas concorrentes, como a 99Food, reduzindo a exposição dessas lojas no aplicativo e derrubando o faturamento dos estabelecimentos.
A nota técnica elaborada pelo órgão antitruste também anexou prints de conversas de WhatsApp que mostram que funcionários do iFood pressionaram restaurantes parceiros a praticar preços iguais aos das plataformas da concorrência, o que é vedado no acordo firmado com o Cade em 2023.
"O acervo de indícios de violação de obrigações impostas pelo TCC é farto, bem documentado e guarda nexo de causalidade com a chegada de concorrentes capazes de contestar a dominância do iFood no mercado de marketplaces de pedidos de comida online", afirma o relatório da área técnica do Cade.
Em nota, o iFood disse que tomou conhecimento da nota técnica do Cade e prometeu esclarecer todos os pontos levantados pelo órgão. "A empresa reafirma seu compromisso com a autoridade antitruste e está segura em relação ao cumprimento do Termo de Compromisso de Cessação (TCC)".












