O conflito com o Irã proporcionou às companhias nacionais de petróleo (NOCs, na sigla em inglês) um significativo lucro inesperado. Os governos estão registrando receitas que não viam há anos. Mas os eventos recentes não justificam dobrar a aposta no petróleo. Na verdade, são o alerta mais contundente até agora de que a dependência deixa os países expostos a choques que não controlam.
As NOCs há muito são o elefante na sala no debate energético global, sujeitas a muito menos escrutínio do que suas pares de capital privado. Como ex-presidente de uma delas, isso sempre me pareceu perverso.
Essas empresas respondem por aproximadamente metade da produção global de petróleo e gás, cerca de 40% dos investimentos do setor e aproximadamente dois terços das reservas conhecidas de hidrocarbonetos. Economias e forças de trabalho inteiras dependem delas.
No entanto, muito poucas têm estratégias de transição que confrontem seriamente o risco de queda na demanda, a necessidade de reduzir sua dependência das receitas do petróleo e a renovação industrial. Análises sugerem que as NOCs estão investindo cerca de US$ 425 bilhões em projetos que provavelmente não serão lucrativos em cenários de demanda mais baixa.













