Grandes petroleiras dos Estados Unidos devem registrar lucros recordes com a guerra de Trump contra o Irã, entrando em rota de colisão com o presidente americano, que acusou as empresas de praticar preços abusivos nas bombas de combustível.

ExxonMobil e Chevron devem anunciar lucro líquido de US$ 15 bilhões e US$ 9,7 bilhões (R$ 77,10 bilhões e R$ 50 bilhões), respectivamente, no segundo trimestre ainda este mês —mais de três vezes o trimestre anterior— à medida que os altos preços do petróleo bruto, diesel e combustível de aviação geram lucros extraordinários em tempos de guerra.

A refinaria americana Marathon deve se juntar às supermajors ao registrar seus maiores lucros desde 2022, quando a invasão em larga escala da Ucrânia pela Rússia ajudou a desencadear uma espiral inflacionária global, segundo projeções compiladas pela FactSet. A Valero, outra refinaria, também deve reportar um trimestre excepcional.

A enxurrada de lucros das grandes petroleiras provocaria uma reação em Washington, onde Trump já acusou as empresas de lucrar excessivamente poucos meses antes das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, disseram analistas.

"Os investidores verão retornos, os governos verão vermelho", disse Kevin Book, da ClearView Energy Partners. "O governo claramente está ansioso por algum tipo de alívio nos preços dos combustíveis antes das eleições, mas a indústria não causou a alta dos preços, a guerra causou."