Em nome da redução da fila a qualquer custo, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) voltou a negar massivamente o benefício aos segurados. Não é a primeira vez. Parece que a proximidade da eleição aguçou a necessidade de a autarquia mostrar resultado. A novidade agora é o indeferimento em poucos minutos ou a resposta no mesmo dia. Parece que o órgão incorporou a ideia de ser ágil e dar resposta rápida, ainda que negando os requerimentos administrativos sem criteriosidade.

Essa nova eficiência vai de encontro ao modelo tradicional do instituto, cuja estrutura administrativa não alcança alta produtividade na resposta sobre benefícios de baixa ou alta complexidade.A medida chama atenção. Numa situação normal, o tempo médio de concessão de benefício em janeiro de 2026 foi de 57 dias. A velocidade muda conforme a região. O Norte do país é o mais demorado, com uma média de espera de 89 dias, seguido pelo Nordeste (77 dias), Centro-Oeste (60 dias), Sul e Sudeste (58 dias).

Há anos o INSS gasta, em média, mais de dois meses para dar uma satisfação ao trabalhador. Todavia, misteriosamente, de uma hora para a outra, agora passa a responder em questão de minutos.

Folha Mercado

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