A disparada nos preços do querosene de aviação (QAV), que mais do que dobraram desde fevereiro, está impactando a malha aérea brasileira e as perspectivas são de que voos regionais serão os mais afetados.

Durante almoço com parlamentares da FPE (Frente Parlamentar do Empreendedorismo) nesta terça-feira (26), o presidente da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), Juliano Noman, defendeu a adoção de uma política gradual de preços dos combustíveis como forma de ajudar o setor a absorver os sucessivos reajustes após o início da guerra no Irã.

Atualmente, 46% dos custos totais da aviação decorrem do QAV. Em maio, o custo extra representou R$ 1,6 bilhão para as companhias aéreas.

O setor ainda pede a prorrogação da isenção tributária sobre PIS/Confins das passagens aéreas até dezembro. Com prazo de validade curto, a isenção chega ao fim no próximo dia 31.

Se nada for feito, a projeção da Abear é que a redução de voos regionais afete sobretudo estados das regiões Norte e Nordeste. Em maio, cerca de 2.883 voos deixaram de ser realizados, segundo dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil). Para junho, a expectativa é de que esse número ultrapasse a marca de 3.000 cancelamentos.