Líder da oposição no Senado e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, o senador Rogerio Marinho (PL-RN) afirmou à Folha que o relatório apresentado pelo deputado Leo Prates (Republicanos-BA) à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a jornada de trabalho 6x1 com uma transição curta e sem compensar as empresas "é um desastre" e um "crime contra o país".

"Eu, por mim, voto contra o relatório dele, do pé ao cabeçalho", afirmou, ressaltando que a opinião é pessoal, sem vínculo com a campanha de Flávio, com a liderança da oposição ou em nome do PL. "Estou falando como senador que tem responsabilidade com o país. Essa é a minha posição pessoal, em respeito ao meu mandato e à histórica que construí", disse.

A posição do PL será definida até a votação do parecer na comissão especial da Câmara nesta quarta-feira (27). A tendência é que o partido critique o texto, mas libere os deputados para votarem da forma que preferirem. "O tema foi capturado por circunstância eleitoral, em que a única preocupação do governo é ganhar as eleições", afirmou.

O parecer de Prates estabelece a redução de 44 horas de trabalho semanais para 42 horas após 60 dias da promulgação da PEC e para 40 horas após 14 meses. As duas folgas remuneradas, com a proibição da escala 6x1, passariam a valer também 60 dias depois da promulgação. Para ter validade, o texto ainda precisa passar pelo Senado Federal.