Ex-prefeito disse que grupo político pratica 'vagabundagem', após a deflagração da operação da PF contra o ex-governador nesta terça-feira Eduardo Paes e Cláudio Castro: prefeito do Rio tem feito críticas à gestão do governador — Foto: Alexandre Cassiano e Fabiano Rocha RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/05/2026 - 12:53 Eduardo Paes acusa Cláudio Castro de liderar "máfia sem limites" após operação da PF O ex-prefeito Eduardo Paes acusou o ex-governador Cláudio Castro de liderar uma "máfia sem limites" após operação da PF investigar investimentos irregulares da Rioprevidência no Banco Master. Paes criticou o grupo político de Castro por tentar eleger Douglas Ruas como governador por meio de articulações indiretas. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão, apontando irregularidades nos investimentos e alterações nos procedimentos internos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes criticou o ex-governador Cláudio Castro (PL), alvo da Polícia Federal nesta terça-feira sob suspeitas de envolvimento em aportes irregulares feitos pela Rioprevidência no Banco Master. Em uma publicação no X, Paes, que é pré-candidato ao comando do estado, disse que "o nível de vagabundagem dessa máfia é sem limites". No mesmo post, o ex-prefeito também disse que o grupo político associado ao esquema "quer ganhar por eleições indiretas e lançar um pupilo de Castro governador", em referência à articulação para que o presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Douglas Ruas (PL-RJ), assuma o comando do estado. Eleito para o cargo por meio de uma votação indireta no mês passado, o deputado estadual tem tentado assumir o Executivo do estado, mas depende da definição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o modelo que deverá ser seguido na sucessão do estado. Entenda a operação da PF contra Castro Agentes da PF cumpriram na manhã de hoje mandados de busca e apreensão em endereços do ex-governador a partir de indícios sobre uma suposta atuação do ex-mandatário para viabilizar os aportes bilionários da Rioprevidência no Banco Master, a começar pela troca da cúpula da autarquia logo antes dos investimentos. Segundo os investigadores, tal "alinhamento" levou à "nomeação estratégica" de nomes para cargos-chave da Rioprevidência de forma a garantir que as decisões sobre a aplicação do dinheiro dos aposentados fossem conduzidas em "desconformidade com a política de investimentos e com as normas regulatórias, mas em consonância com os interesses do Banco Master". A PF cita ainda "eventos e encontros custeados ou organizados" por Vorcaro em "contexto de proximidade pessoal" com Castro, assim como outras irregularidades que viabilizaram os investimentos. Segundo a corporação, foram suprimidas etapas técnicas do processo de decisão sobre onde o dinheiro dos aposentados seria aplicado e não foram apresentadas "justificativas formais idôneas" para os investimentos. A apuração faz parte da oitava fase da Operação Compliance Zero, desdobrada da Operação Barco de Papel. Agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Brasília. O advogado de Claudio Castro, Carlo Luchione, não comentou. Ele acompanha as buscas e informou que ainda não teve acesso à decisão que autorizou a operação. A investigação aponta que os aportes bilionários em Letras Financeiras e fundos de investimento criados ou utilizados pelo Master se deram em desconformidade com a política de investimentos do regime de previdência e exigências regulatórias. A Polícia Federal viu "alterações deliberadas nos procedimentos internos, credenciamentos meramente formais, ausência de análises técnicas, concentração excessiva de risco e uso de intermediários para elevação de comissões e ocultação do pagamento de vantagens indevidas".