O governo interino do Rio de Janeiro afastou servidores citados na operação que mirou o ex-governador Cláudio Castro e a Refit na última sexta-feira (15), além de dar início a uma apuração sobre as relações entre a Receita estadual e a empresa de Ricardo Magro.
A operação foi baseada em investigações da Polícia Federal que acusam Castro de usar a máquina pública do estado para facilitar crimes atribuídos à empresa. A investigação identificou, por exemplo, que lobistas da Refit tinham ingerência sobre decisões do governo.
Em nota divulgada nesta segunda (18), a Secretaria de Fazenda disse que vai realizar "uma apuração rigorosa dos fatos e responsabilizar os envolvidos em irregularidades, caso as suspeitas sejam confirmadas".
"Os servidores envolvidos foram afastados de suas funções e foi determinado o cancelamento dos acessos a sistemas e bancos de dados dos envolvidos para proteger o sigilo fiscal, bem como a abertura de processo administrativo disciplinar", continuou.
O computador que era usado pelo ex-secretário Juliano Pasqual, citado na operação, foi reservado para eventual solicitação das autoridades. Pasqual foi exonerado no fim de abril pelo governador interino, o desembargador Ricardo Couto, que assumiu o estado após renúncia de Castro.











