Integrantes do Executivo veem redução da jornada como mecanismo que pode aumentar a produtividade na economia brasileira e linha de financiamento pode estimular maior automação em micro, pequenas e médias empresas Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 25/05/2026 - 20:19 Governo propõe crédito para empresas após mudança na jornada de trabalho O governo brasileiro estuda oferecer uma linha de crédito para micro, pequenas e médias empresas afetadas pelo fim da escala 6x1, com a transição para uma jornada de 40 horas semanais. A proposta visa incentivar a automação e digitalização para aumentar a produtividade. A mudança, acertada entre o presidente da Câmara e o presidente Lula, entrará em vigor após a promulgação da PEC, beneficiando a economia e os trabalhadores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo avalia colocar à disposição das empresas de menor porte uma linha de crédito para lidar com o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. Ainda em fase de estudos, a ideia é um reforço de recursos de crédito para o período de transição entre as regras atuais e as que valerão após a aprovação da emenda constitucional. Uma das possibilidades é reforçar o já existente programa Brasil Mais Produtivo, mas com foco naquelas micro, pequenas e médias empresas que têm maior participação de funcionários com escala 6x1 e 44 horas semanais. O governo entende que as mudanças de jornada significarão na prática um aumento de custo do trabalho, ainda que seja para uma minoria de empregadores. Por isso, considera que faz sentido ajudar as empresas menores a investirem em mecanismos de aumento da automação, digitalização e outras atualizações de processos que no fim das contas podem ajudar a elevar a produtividade dessas firmas. A lógica é que seria bom para a economia que se tenha trabalhadores melhor remunerados por hora e empresas com mais estoque de capital, sobretudo em automação, como ocorre nos países desenvolvidos. No acordo anunciado na segunda-feira pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), após reunião com o presidente Lula, ficou acertado que 60 após a promulgação da PEC (quando ela entrará em vigor após ser aprovada pela Camara e pelo Senado) a escala 6x1 acaba e a jornada máxima passa a 42 horas. O valor não é aleatório. Cálculos do governo apontam que na prática mais de 60% das empresas já trabalham com esse número de horas semanais e com jornada 5x2. O ajuste das outras duas horas deverá ser feito após 12 meses do início do novo regime. Na visão do governo, como o mercado de trabalho ainda está aquecido, esse é melhor momento para fazer a mudança com menor risco de perda para os trabalhadores. Outro argumento é que as horas adicionais em relação à média das 40 horas são menos produtivas e que em setores como comércio e serviços há concentração de lucro em alguns dias da semana, facilitando a reorganização produtiva com prejuízos limitados.
Governo estuda crédito para empresas menores atingidas pelo fim da escala 6x1
Integrantes do Executivo veem redução da jornada como mecanismo que pode aumentar a produtividade na economia brasileira e linha de financiamento pode estimular maior automação em micro, pequenas e médias empresas















