O relatório da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala 6x1 prevê que uma das duas folgas semanais a que os trabalhadores passarão a ter direito será preferencialmente no domingo.

O texto constitucional não vai prever, segundo a proposta do relator, deputado federal Leo Prates (Republicanos-PB), a obrigatoriedade da folga no fim de semana. Os dois dias de descanso, assim como a nova jornada de 42 horas semanais, começam a valer depois de 60 dias da promulgação da emenda constitucional.

Leo Prates defendeu nesta segunda que o fim da escala 6x1 vai "reposicionar o Brasil no cenário das nações que reconhecem o descanso como condição estrutural de produtividade, e não como concessão ao trabalhador."

O relatório foi apresentado nesta segunda-feira (25) na comissão especial criada para discutir a redução da jornada semanal. A discussão foi iniciada, mas a votação deve ficar para quarta (27) devido a um pedido de vistas da oposição, encabeçado pelo deputado federal Mauricio Marcon (PL-RS).

O pedido para adiar a votação resultou no início de um bate-boca depois que o vereador Rick Azevedo (PSOL-RJ), criador do movimento VAT (Vida Além do Trabalho), que acompanhava a sessão, se levantar e começar a criticar o parlamentar da oposição, enquanto o filmava. Azevedo chegou a ser retirado do plenário, mas voltou em seguida. O VAT foi um dos responsáveis por colocar o fim da 6x1 em discussão.