O MPT (Ministério Público do Trabalho) está processando a Anvisa e o governo federal para proibir o uso do glifosato, herbicida mais vendido do mundo, em um movimento que pode representar um duro golpe para empresas químicas na maior economia da América Latina.
A procuradoria ajuizou na sexta-feira (22) uma ação para proibir o registro de produtos que contenham glifosato e seus derivados. A ação também pede a suspensão de autorizações para produção, exportação, importação, comercialização e uso da substância, citando riscos à vida humana, à saúde ocupacional e ao ambiente de trabalho.Um eventual cancelamento do registro do glifosato no Brasil atingiria empresas como a alemã Bayer AG e outras companhias que utilizam o ingrediente ativo em algumas formulações desde a expiração da patente, em 2000.
A Anvisa e a AGU (Advocacia-Geral da União), que representa o governo federal na Justiça, não responderam imediatamente a um pedido de comentário.
A ação brasileira ocorre meses depois a revista científica Regulatory Toxicology and Pharmacology despublicar um estudo que afirmava que o uso de glifosato não apresentava riscos à saúde, após ficarem evidentes "potenciais conflitos de interesse dos autores".O artigo mencionava especificamente o herbicida Roundup, da Bayer, amplamente utilizado na agricultura em larga escala e, até recentemente, em produtos para jardinagem e gramados nos EUA.















