O Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) recebeu um mapeamento crítico sobre o uso de agrotóxicos em produtos que o Brasil exporta para a União Europeia, situação que deixa o setor vulnerável frente à pressão crescente do bloco sobre o agronegócio nacional.
A Folha teve acesso a dados do levantamento técnico. Não se trata de balanço feito por organizações civis, como costuma ocorrer, mas de um trabalho de servidores do próprio governo brasileiro que atuam nas embaixadas europeias acompanhando temas do agronegócio.
O diagnóstico, repassado ao Mapa nesta semana, revela que, atualmente, há 147 substâncias químicas autorizadas para uso no Brasil, mas que estão proibidas na União Europeia.
O mapeamento traz outro dado sensível sobre a quantidade de resíduo químico que pode permanecer em um alimento sem que seja considerado irregular pela autoridade sanitária europeia. Em pelo menos 306 casos, o agrotóxico encontrado em produtos brasileiros estava acima do limite de detecção imposto pelo bloco europeu.
O Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal, órgão ligado à Secretaria de Defesa Agropecuária do Mapa, destacou que, segundo o estudo, o cenário atual dos agrotóxicos pode "representar vulnerabilidades iminentes para as exportações brasileiras".














