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Paris, Estação de Austerlitz, início da década de 1970. Uma vaga de portugueses, na maioria pobres ou remediados, a fugir à miséria, à perseguição política ou à Guerra Colonial, chega à cidade. Muitos fixam-se nos arredores, nos bidonvilles, bairros de lata. José Mário Branco (1942-2019) esteve lá. Durante o exílio, fixou essa memória em várias das suas músicas. O som dos comboios a deslizar nos carris, os avisos sonoros e o burburinho de quem passa na gare da capital francesa servem de abertura ao álbum Mudam-se os Tempos, Mudam-se as Vontades (1971).Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue - nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.

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24 de Maio de 2026