O governo federal anunciou nesta sexta-feira (22) que aumentou de R$ 1,6 bilhão para R$ 23,7 bilhões o bloqueio de recursos do Orçamento para cumprir o limite de gastos estabelecido para o ano. O dado faz parte do Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 2º bimestre de 2026, divulgado há pouco pelos ministérios do Planejamento e Orçamento e da Fazenda. Por outro lado, a equipe econômica não anunciou um contingenciamento, que acontece quando há risco de descumprir a meta fiscal. Atualmente, já não há valores contingenciados do Orçamento. Segundo os ministérios, o crescimento das despesas obrigatórias levou ao bloqueio de R$ 22,1 bilhões nesse segundo relatório bimestral de avaliação do Orçamento para o ano. Somado ao bloqueio anterior de R$ 1,6 bilhão, a contenção chega a R$ 23,7 bilhões. O detalhamento dos ministérios que serão atingidos pelo bloqueio adicional será divulgado na próxima sexta-feira (29). As emendas parlamentares também devem ser atingidas. Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, a tendência é que o bloqueio seja feito de forma proporcional, de forma a não prejudicar os ministérios. De acordo com os dados do bimestral, a previsão com benefícios previdenciários subiu R$ 11,5 bilhões no ano, conforme revelou o Valor. A previsão de gasto com Benefício de Prestação Continuada (BPC) subiu R$ 14,1 bilhões. Já outras despesas obrigatórias subiram R$ 0,3 bilhão, enquanto a previsão para gastos com pessoal caiu R$ 3,8 bilhões. Ontem, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, havia informado que o governo iria "cortar na carne" para cumprir as metas fiscais neste ano. “Nós vamos manter os nossos compromissos com os acertos de conta que precisam ser feitos", afirmou Durigan em entrevista à CNN Brasil. — Foto: Unsplash