A previsão de gastos com benefícios previdenciários em 2026 vai subir R$ 11,5 bilhões na próxima avaliação do Orçamento, o que deve levar à ampliação do bloqueio de despesas do governo federal a poucos meses da campanha eleitoral.
O tamanho exato da trava que será imposta aos ministérios e também às emendas parlamentares depende de outros fatores, não só da Previdência, já que eventual redução dos demais gastos pode amortecer esse impacto. Os números ainda estão em discussão dentro do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e serão divulgados até esta sexta-feira (22).
A revisão na projeção de despesas com benefícios previdenciários decorre da redução da fila do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que bateu a marca de 3,1 milhões no início deste ano e se tornou um obstáculo para Lula na busca pela reeleição.
A redução da fila foi uma promessa de campanha do petista em 2022, na esteira do represamento visto durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao entrar em ano eleitoral entregando exatamente o oposto —um recorde sem precedentes—, o presidente viu o tema virar munição nas mãos da oposição.
Desde o início do ano, Lula determinou a seus auxiliares que a redução da fila do INSS fosse uma prioridade, o que passou a ser sinalizado publicamente pelos órgãos ligados ao tema. Por isso, havia a expectativa de que a despesa com a Previdência fosse revisada já em março, no primeiro relatório de avaliação do Orçamento, o que não aconteceu.










