Documento deve detalhar arrecadação extra com petróleo que será usada para custear subsídios para combustíveis A ministra Míriam Belchior (Casa Civil) e os ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento) — Foto: Washington Costa/MF RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 21/05/2026 - 19:58 Governo Brasileiro Amplia Bloqueio de Gastos para 2023; R$ 1,6 Bi Congelados O governo brasileiro, conforme anunciado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, ampliará o bloqueio de gastos ministeriais para respeitar o limite de despesas de 2023, com um novo relatório sendo divulgado. Atualmente, R$ 1,6 bilhão está congelado. Esse ajuste visa equilibrar as contas públicas diante do aumento de gastos obrigatórios e será financiado, em parte, pela arrecadação extra de petróleo devido à alta global dos preços. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quinta-feira que governo federal anunciará amanhã uma ampliação do bloqueio de gastos de ministérios para respeitar o limite de despesas deste ano, disse nesta quinta-feira o ministro da Fazenda, Dario Durigan. O governo federal vai divulgar nesta sexta-feira o relatório bimestral com detalhamento das despesas e receitas das contas públicas, e atualização do cenário de cumprimento, ou não, da meta fiscal. Atualmente, R$ 1,6 bilhão em recursos estão congelados no Orçamento do Executivo. Durigan não disse para qual valor o bloqueio irá, mas informou que o governo vai "cortar na carne". – A gente deve caminhar amanhã com aumento no bloqueio, esse ano já foi feito um bloqueio de 1,6 bilhão no primeiro bimestral, a gente vai caminhar com aumento de bloqueio, portanto o governo cortando na própria carne – afirmou, em entrevista à CNN Brasil. O relatório é apresentado a cada dois meses pelos ministérios da Fazenda e do Orçamento e Planejamento, que decide sobre eventuais congelamentos de gastos públicos. Uma das ferramentas usadas é o bloqueio de recursos, que ocorre quando as estimativas de despesas superam o valor estabelecido para o limite de gastos. Para trazer de volta ao limite, reduz-se as chamadas despesas discricionárias, como os investimentos do governo. Já o contingenciamento acontece quando há insuficiência de receitas para cumprir a meta de resultado primário. Em 2026, a meta é de superávit de 0,25% do PIB, ou R$ 34,3 bilhões, mas a banda de tolerância vai até zero. A projeção do governo é de resultado positivo em 2026 de R$ 3,5 bilhões após as deduções que não são consideradas para fins de cumprimento da meta. Durigan disse que o governo não vai anunciar um contingenciamento. Atualmente, não há valores contingenciados. – A gente não espera um contingenciamento, dado que as receitas têm vindo em linha com o esperado na linha orçamentária, mas um bloqueio em razão de aumento de gasto obrigatório, a gente espera isso para amanhã – completou. O documento, conforme antecipou ao GLOBO a secretária de política econômica, Débora Freire, deve mostrar um aumento da projeção de inflação para 2026, atualmente em 3,7%, mas ainda dentro do limite de tolerância, de 4,5%. No primeiro relatório, apresentado em março, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um congelamento de R$ 1,6 bilhão. A contenção de recursos já era esperada diante da dificuldade de frear o crescimento com despesas obrigatórias. Neste caso, o principal motivo foi o aumento nas estimativas de gastos com benefício de prestação continuada (BPC), que foi elevada em R$ 1,9 bilhão, e com o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), cuja alta foi de R$ 1,4 bilhão,devido ao reajuste do valor per capita do benefício. No entanto, por outro lado, o governo espera compensar parte desse crescimento de gastos com receitas extras de arrecadação do petróleo em meio à disparada do preço internacional do barril com a guerra no Irã. Segundo a Receita Federal, houve um aumento de 264% na arrecadação obtida com exploração de petróleo e gás natural no primeiro quadrimestre, saltando de R$ 11 bilhões no ano passado, para R$ 40,2 bilhões. Conforme o colunista Fabio Graner, o governo estima que a disparada do petróleo deve gerar uma receita extra de R$ 40 bilhões no cenário mais conservador.
Governo vai ampliar bloqueio no Orçamento, diz Durigan: 'Cortando na própria carne'
Documento deve detalhar arrecadação extra com petróleo que será usada para custear subsídios para combustíveis













