O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta quarta-feira (20) que a fila de requerimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) estava em 2,3 milhões de pedidos até o dia 17. Em fevereiro, a fila atingiu o recorde histórico de 3,128 milhões de requerimentos aguardando análise. Ou seja, já houve uma queda de mais de 800 mil pedidos em dois meses e meio. "Tem sido um ritmo acelerado, nós estamos agindo com força total, e o nosso objetivo é que a gente consiga, pelos números que a gente tem encontrado, zerar essa fila e entregar esse presente para o povo brasileiro”, disse Wolney em entrevista ao programa "Bom dia, ministro", da EBC. Ele explicou que zerar a fila significa ficar apenas com o fluxo mensal de pedidos, que gira em torno de 1,3 milhão. Além disso, há entre 450 mil a 500 mil requerimentos que dependem do cidadão complementar informações e documentos para que seu pedido de benefício previdenciário seja analisado. O ministro citou que reduzir a fila de espera do INSS é uma prioridade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para isso, diversas ações foram tomadas, como contratação de novos peritos médicos, mudanças no Atestmed (concessão de auxílio-doença por análise documental) e mutirões de atendimento nos fins de semana. O INSS também publicou recentemente uma instrução normativa proibindo a admissão de um novo pedido de benefício previdenciário pelo mesmo interessado enquanto houver prazo para recurso. Essa norma tem sido criticada por advogados previdenciários, mas, segundo o governo, o objetivo é evitar pedidos idênticos para o mesmo CPF, o que aumentava a fila e o tempo de análise dos requerimentos. Segundo o INSS, 41% dos pedidos são apresentados novamente pelo mesmo requerente entre 1 e 30 dias após a conclusão do primeiro processo, enquanto 22,47% voltam a ser protocolados entre 91 e 180 dias. Além de reduzir a fila, o governo tenta fazer com que o tempo médio de resposta dos requerimentos fique dentro do prazo legal de até 45 dias. "O nosso desafio é deixar abaixo dos 45 dias, porque tem lugares que vai ser 90, tem lugares que são 3, 4 dias. Então, a nossa tarefa é deixar essa fila abaixo de 1,3 milhão, só o fluxo do mês, e não ter ninguém esperando [acima de 45 dias]", explicou o ministro. Questionado sobre a necessidade de uma reforma do sistema previdenciário, Wolney afirmou que é contra uma reforma da Previdência. Na visão do ministro, as reformas são feitas para "tirar dinheiro do seu salário para você pagar mais" e para "aumentar o tempo para se aposentar ou a alíquota [de contribuição]". "Eu acho que a gente tem que trabalhar para fazer com que cada vez menos necessite de reforma. Nós estamos desafiados a construir uma Previdência que não precise piorar a situação para o trabalhador e para a trabalhadora, que a gente possa melhorar os mecanismos, fazer gatilhos inteligentes que possam garantir a longevidade do sistema sem fazer com que o trabalhador precise trabalhar até morrer para poder se aposentar", defendeu Wolney. Ele também disse que é preciso que mais pessoas entrem para contribuir para a Previdência Social. "E, a gente só vai conseguir isso se a gente falar bem da nossa Previdência." Ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz — Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Fila do INSS cai para 2,3 milhões de requerimentos até meados de maio, diz ministro
Wolney Queiroz disse que o objetivo do governo é "zerar essa fila", e explicou que isso significa ficar apenas com o fluxo mensal de pedidos, que gira em torno de 1,3 milhão de requerimentos










