Um dos grandes eventos do futebol está chegando: a Copa do Mundo. Famílias se reúnem, grupos se encontram para assistir aos jogos e uma arquibancada imensa se forma diante da TV, movida por ansiedade, euforia e tensão a cada lance. Mas, enquanto a competição faz o coração bater mais forte, emoções intensas também podem impactar a saúde de quem já tem alguma predisposição a doenças cardiovasculares.

O cuidado é importante porque condições como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), hipertensão, insuficiência cardíaca e arritmias continuam sendo as principais causas de morte no Brasil. Dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indicam que cerca de 400 mil brasileiros morrem todos os anos por problemas cardiovasculares.

“Em partidas decisivas, o organismo libera uma quantidade maior de hormônios ligados ao estresse e à excitação, como adrenalina e cortisol. Esse mecanismo faz com que os batimentos cardíacos acelerem, a pressão arterial aumente e o coração demande mais oxigênio para funcionar”, explica o cardiologista Eduardo Lima, do Hospital Nove de Julho (SP), que faz parte da Rede Américas.

Embora essa reação seja comum em momentos de forte emoção, ela pode representar perigo em alguns casos. “Em pessoas com fatores de risco, como hipertensão, histórico cardíaco ou ansiedade, esse esforço adicional pode colaborar para episódios de arritmia, descompensações cardiovasculares e outras complicações agudas”, alerta o médico.