A intimidade com Daniel Vorcaro, o papel de “mecenas” do banqueiro em um filme sobre Jair Bolsonaro, as lorotas cinematográficas contadas a respeito da história e a revelação de um encontro após o dono do banco Master ter obtido um habeas corpus e se livrar da primeira prisão preventiva abalaram a pré-candidatura presidencial do filho mais velho do capitão. Flávio Bolsonaro perdeu pontos preciosos em pesquisas de intenção de voto. O chefe da comunicação de sua pré-campanha debandou. Aliados hesitam em sair de peito aberto na defesa do “zero um” por receio de fatos novos. Alguns insistem na troca do senador pela madrasta, Michelle, como concorrente da extrema-direita. A candidatura foi ferida de morte? Talvez esteja cedo para cravar. A recusa da Polícia Federal da proposta de delação de Vorcaro alivia a situação de Flávio “sem sobrenome” por ora, embora seja um sinal de que o banqueiro não quer contar tudo o que sabe ou que topa falar somente sobre fatos conhecidos pelos investigadores. O início da Copa do Mundo daqui a menos de um mês promete dominar o noticiário e as conversas de bar, uma trégua à vista para o presidenciável. E não se pode ignorar a fidelidade do eleitorado bolsonarista na alegria ou na tristeza, na verdade ou na mentira.
Perna curta – CartaCapital
Flávio Bolsonaro, em dobradinha com o irmão Eduardo, se enrola nas mentiras e vê a candidatura desidratar














