A subida do nível médio global do mar está a acelerar, tendo o ritmo duplicado de 2,06 milímetros por ano entre 1960 e 2005 para 3,94 milímetros por ano entre 2005 e 2023, indica um estudo publicado esta quinta-feira. Liderado por investigadores do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, o trabalho mostra que “o aquecimento oceânico é uma das principais causas” do aumento, representando 43% da subida desde 1960.O degelo dos glaciares de montanha (27%), da camada de gelo da Gronelândia (15%) e da Antárctida (12%), assim como a água que chega ao mar a partir de reservatórios em terra e (3%) também contribuem para a subida do nível do mar.Segundo um comunicado do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, “nas últimas décadas, desde 1993, a perda de gelo, incluindo o degelo acelerado dos glaciares e das calotes polares na Gronelândia e na Antárctida, tornou-se cada vez mais importante” e “é provável que estas tendências preocupantes se mantenham nas próximas décadas”.
A equipa de investigadores atribui as suas descobertas aos avanços na tecnologia de observação, nomeadamente “correcções nas medições de satélite (...), métodos melhorados para estimar o movimento da terra nos marégrafos costeiros e estimativas mais precisas da perda de gelo da Gronelândia e da Antárctida”.Melhores instrumentos resolvem fosso de conhecimento“Durante anos, houve um desfasamento frustrante entre o que observávamos ao nível da subida e o que podíamos explicar através das causas individuais. Este trabalho mostra que, com melhores instrumentos, processos e análises mais inteligentes, este fosso de conhecimento pode ser colmatado. Podemos explicar a subida do nível do mar com maior confiança”, assinala John Abraham, da Universidade de St. Thomas, nos Estados Unidos, e co-autor do estudo, citado no comunicado.











