Uma pesquisa da Deloitte em parceria com a Docusign indica que 87% das empresas no Brasil já adotam inteligência artificial na gestão de contratos. Além disso, 58% dos entrevistados no país relatam confiança alta ou muito alta da capacidade de a tecnologia identificar riscos regulatórios locais. Em outra abordagem, 38% dos líderes brasileiros responderam que esperam obter o retorno total do investimento na tecnologia em dois anos. O estudo “Capitalização da IA: Como os fluxos de trabalho de acordos automatizados impulsionam o ROI” entrevistou mais de 1.100 líderes seniores de diversas áreas em organizações da Austrália, Brasil, França, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos, segundo as autoras. Na prática, revela o levantamento, foi constatada redução média de 14 horas (29%) no ciclo de vida de um contrato e a melhora na qualidade dos acordos: 66% dos entrevistados brasileiros relataram maior precisão nos documentos, com destaque para a consistência das cláusulas contratuais (54%). Uma das conclusões do trabalho é que o mercado vem amadurecendo e passa a considerar a IA como uma adoção importante para obter eficiência nos negócios. No entanto, o estudo global chama a atenção para a forma que a tecnologia é implementada, pois isso se reflete nos resultados. Como exemplo, cita que uma plataforma completa e integrada para os contratos, com fluxos de trabalho com IA avançada, em uma organização, pode alcançar retorno sobre o investimento 29% maior do que uma empresa que utiliza ferramentas fragmentadas. Este é o terceiro estudo da Deloitte para a Docusign de uma série anual dedicada à tecnologia de gestão de acordos. O relatório de 2024 indicava que as ineficiências na gestão de acordos eram responsáveis por uma perda anual de quase US$ 2 trilhões no valor econômico global para as empresas. Na América Latina, esse montante seria de US$ 140 bilhões a US$ 170 bilhões.