O avanço da inteligência artificial (IA) nas empresas deixou de se concentrar apenas na automação de tarefas simples e entrou em uma nova fase: a da inteligência operacional distribuída. Segundo a IDC, até 2027 metade das empresas globais utilizará agentes de IA para redefinir a colaboração entre humanos e máquinas. A consultoria aponta que os chamados “AI agents” representam a próxima evolução do software corporativo, com capacidade de executar fluxos completos de trabalho, tomar decisões contextuais e interagir simultaneamente com múltiplos sistemas.

Ao mesmo tempo, o mercado vive uma expansão acelerada de investimentos. O Gartner projeta que os gastos globais com inteligência artificial ultrapassarão US$ 2,5 trilhões em 2026, impulsionados principalmente por infraestrutura, data centers e aplicações corporativas baseadas em IA generativa. No Brasil, o crescimento também avança. Dados da IDC indicam que o país concentrará cerca de 41,7% do mercado latino-americano de IA em 2026, movimentando aproximadamente US$ 4,2 bilhões em investimentos.

Para Fabio Tiepolo, CEO da StaryaAI, esse cenário explica por que a discussão deixou de girar apenas em torno de modelos de linguagem e passou a envolver arquitetura, rastreabilidade e coordenação de múltiplos agentes inteligentes. “O mercado está percebendo que a IA não é mais uma ferramenta isolada. Estamos entrando em uma era de ecossistemas autônomos, em que agentes precisam colaborar entre si, acessar sistemas corporativos e operar com segurança, contexto e supervisão humana”, afirma.