O lançamento do ChatGPT em 2022 deu início ao boom da IA (inteligência artificial), o que gerou um coro de alertas de executivos de IA sobre um iminente apocalipse de empregos. Pouco importa que eles tenham motivos para exagerar o poder disruptivo de seus produtos, ou que o emprego nos países ricos esteja próximo de máximas históricas —a mensagem sombria pegou.

Sete em cada dez americanos acham que a IA dificultará encontrar trabalho; quase um terço teme pelo próprio emprego. A escassez de vagas para recém-formados —especialmente entre programadores de computador— amplifica o medo.O passado oferece algum consolo para os ansiosos. Os mercados de trabalho mudam constantemente. Os escritórios de hoje seriam irreconhecíveis para um trabalhador de 50 anos atrás. Nunca na história moderna o progresso tecnológico prejudicou a demanda geral por mão de obra humana. Historiadores econômicos hoje minimizam a magnitude da "pausa de Engels", o período durante a Revolução Industrial em que os salários da classe trabalhadora cresceram mais lentamente que a economia em geral.

No entanto, a história nem sempre é um bom guia para o futuro, como a própria Revolução Industrial demonstrou. Os principais modelos de IA são impressionantes. Eles conseguem realizar tarefas de programação muito mais complexas do que se previa há um ano. O número de agentes de IA explodiu.