As quatro maiores empresas do sector da auditoria publicaram, no ano passado, mais anúncios de emprego para especialistas em inteligência artificial do que para auditores. A conclusão é do Financial Times, que analisou um ano de anúncios de emprego publicados pela Deloitte, EY, KPMG e PwC — as chamadas big four da auditoria — em países que têm o inglês como língua oficial.A análise feita pelo jornal britânico baseou-se em mais de 50 mil anúncios de emprego publicados nos Estados Unidos da América (EUA), Reino Unido, Canadá, Austrália, Nova Zelândia e Irlanda. E aponta para que quase 7% dos anúncios de emprego publicados por estas empresas em 2025 tivessem como destinatários especialistas em inteligência artificial. Este número, indica ainda o jornal, representa quase o triplo daquele que se verificava em 2022, quando o ChatGPT foi lançado e menos de 2% dos anúncios publicados por estas empresas procuravam competências ligadas à inteligência artificial.A procura por este tipo de competência variou entre as auditoras e foi particularmente acentuado na KPMG, onde 9,6% dos anúncios de emprego publicados no ano passado eram dirigidos a profissionais com esta especialização. Segue-se a PwC, com uma proporção de 6,8% dos anúncios, a Deloitte, com 6,6%, e a EY, com 3,2%. A KPMG foi a única a responder a um pedido de comentário sobre este assunto, admitindo que está a "contratar e a desenvolver cada vez mais fluência em inteligência artificial" e defendendo que "a inteligência artificial fiável está a tornar-se cada vez mais vital para o processo de auditoria".
Gigantes da auditoria procuram mais especialistas em IA do que auditores
Quase 7% dos anúncios de emprego publicados pela Deloitte, EY, KPMG e PwC em 2025 procuravam especialistas em inteligência artificial, mais do triplo do que se verificava apenas três anos antes.











