O Brasil chegou ao seu limite fiscal e operacional, exigindo uma ruptura com o modelo de expansão estatal. Entre 2023 e 2026, o país criou ou aumentou 27 tributos, uma nova medida arrecadatória a cada 37 dias, elevando a carga tributária ao recorde de 32,4% do PIB (Produto Interno Bruto).
No período, a dívida pública saltou de 71,7% para 80,1% do PIB, pressionando a taxa estrutural de juros e sufocando o investimento privado.
Esse é o principal diagnóstico do "Projeto Brasil", formulado em uma série de textos pelo economista e advogado Adolfo Sachsida, 53, para subsidiar o plano econômico do pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL) —cuja campanha teve recente revés com as revelações do caso "Dark Horse".
Nesta quarta (20), Flávio tem encontro marcado com investidores na Faria Lima e um jantar programado com empresários, ambos em São Paulo, em que deverá apresentar as linhas de seu programa econômico.
O plano refuta a ideia de que responsabilidade fiscal e proteção social são agendas opostas e garante a manutenção e o aprimoramento de programas como o Bolsa Família. O rigor nas contas públicas é considerado essencial para o controle da inflação e a proteção da renda dos mais pobres.















