A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou, por 19 votos a 4, a indicação de Otto Lobo para a presidência da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Seu nome segue para apreciação no plenário do Senado, que pode ocorrer ainda nesta quarta-feira (20). A Comissão também aprovou a indicação de Igor Muniz para a diretoria da CVM, por 19 votos a 1. Durante a sabatina, Otto Lobo recebeu questionamentos de apenas dois parlamentares: do relator, Eduardo Braga (MDB-AM), e Eduardo Girão (Novo-CE). Ambos perguntaram sobre decisões de Lobo que favoreceram o Banco Master na CVM. Em relação a essas decisões, especificamente em relação à Oferta Pública de Ações (OPA) da Ambipar, Lobo argumentou que a decisão foi técnica e tomada pelo colegiado, não de forma individual. Em decisão polêmica no ano passado, a CVM dispensou a Ambipar de realizar uma oferta de ações após operação que resultou no aumento de participação na empresa. Na ocasião, Otto Lobo decidiu, por voto de qualidade, que a OPA não era necessária, o que favoreceu, em última instância, o Banco Master. No meio do ano passado, ele afirmou que não havia conhecimento, pela área técnica da CVM, em relação às irregularidades do Master. Segundo ele, ao contrário do modelo do BC, o colegiado da CVM não toma conhecimento prévio de investigações, e apenas julga os processos. Ele também afirmou que desconhece um eventual apoio do empresário Joesley Batista à sua indicação ao comando da autarquia.