Aliados do presidente Lula (PT) avaliam que a regra do Senado que impediria a Casa de analisar ainda neste ano uma eventual nova indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal pode ser flexibilizada, por se tratar de uma norma infralegal.
A aparente confiança de interlocutores do presidente resulta do fato de a restrição não constar de uma lei. Assim, a superação desse entrave dependeria “apenas” da disposição do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A principal dúvida, porém, recai sobre as condições políticas para submeter novamente Messias ao escrutínio dos senadores, após a histórica rejeição de sua indicação ao STF, em 29 de abril.
Lula entende que a derrota no Senado se deve a fatores políticos, como a instabilidade em sua relação com Alcolumbre, o suposto alinhamento de Messias com o ministro do STF André Mendonça – relator do caso do Banco Master – e o receio de parlamentares com o avanço na investigação sobre Daniel Vorcaro e companhia.
Apesar do revés, aliados afirmam que Lula tem grande apreço pelo advogado-geral da União e considera que Messias foi vítima de uma disputa política cujo alvo seria o próprio presidente.














