O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, deve participar nesta terça-feira (19) de audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. A audiência deve ser dominada por um único assunto: o escândalo do Banco Master. Vídeos em alta no g1 A expectativa no Senado é que os parlamentares questionem Galípolo sobre a liquidação do Banco Master. Governistas também devem perguntar sobre uma eventual omissão de seu antecessor no comando do Banco Central, Roberto Campos Neto. Galípolo deve repetir as respostas em que garante que Lula determinou a ele que não perseguisse nem poupasse ninguém na análise sobre a situação do Banco Master. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante participação na CPI do Crime Organizado — Foto: Saulo Cruz/Agência Senado Ao falar sobre o encontro com Vorcaro, Lula disse que recebeu o presidente do Master a pedido, porque não havia uma agenda marcada oficialmente. Segundo o relato dele, o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, veio a Brasília acompanhado de Vorcaro e questionou se o presidente poderia atendê-lo. O encontro não constou na agenda de Lula e contou com a presença de Gabriel Galípolo, que à época estava indicado para suceder Roberto Campos Neto na presidência do Banco Central. Ao anunciar a audiência com Galípolo na semana passada, o presidente da CAE, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que a reunião será importante para ele responder questionamentos sobre o BRB. “É fundamental para que nós possamos atualizar não só os fatos da investigação com relação à fraude do Master, mas também para cobrar providências do Banco Central com relação ao BRB. Pelo visto, o Banco Central está cometendo com relação ao BRB, de Brasília, os mesmos erros que cometeu com relação à liquidação do Banco Master. A liquidação do Master demorou muito, e hoje se sabe que três diretores do Banco Central já foram afastados por envolvimentos com o Banco Master”, afirmou Renan Calheiros. Segundo as investigações, mesmo sem efetivar a compra de 58% das ações do Master, o BRB adquiriu carteiras de crédito podre do banco de Vorcaro por R$ 12 bilhões.