Em 20 de maio é celebrado o Dia Mundial das Abelhas, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017 para conscientizar a população sobre a importância desses polinizadores para o equilíbrio dos ecossistemas, a preservação da biodiversidade e a produção de alimentos em todo o mundo.
Além de fundamentais para a natureza, as abelhas também têm relação direta com a economia e a alimentação, especialmente por meio da produção de mel. Neste contexto, o alimento ganha destaque não apenas pelo sabor e pela versatilidade no consumo, mas também pelos seus benefícios nutricionais e pela relevância da cadeia produtiva.
De acordo com boletim atualizado em 2026 pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), a produção nacional de mel cresceu 69,5% entre 2015 e 2023. Embora a produção mundial seja liderada por países como China, Turquia, Irã e Argentina, o Brasil ocupa a 11ª posição no ranking global, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), referentes a 2021.
A nutróloga e professora da Afya Itajubá, Vanessa Cambraia, explica que, diferentemente do açúcar refinado, que fornece basicamente calorias, o mel apresenta compostos com potencial funcional para a saúde. “Pessoas que necessitam de uma fonte rápida de energia, como praticantes de atividade física, estão entre as que mais podem se beneficiar do consumo de mel”, pontua. Além disso, conforme a especialista, o alimento também pode ajudar em casos de irritação na garganta ou tosse leve, devido às propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e antimicrobianas.










