Os surtos letais de hantavírus e ebola mostram que, embora a resposta às crises de saúde pública tenha melhorado, o mundo continua sem compreender plenamente os riscos de uma pandemia, advertiu uma especialista no tema.
Mais de seis anos após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar a pandemia de Covid-19, os esforços globais para reformar a resposta a emergências sanitárias tiveram um impacto positivo na reação aos atuais surtos de hantavírus e ebola, afirmou Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia e copresidente do Painel Independente de Preparação e Resposta a Pandemias.
Nesta quarta-feira 20, a OMS indicou que a epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) não representa “uma emergência pandêmica”, mas constitui um risco “elevado” em nível nacional e regional.
“As novas normas sanitárias estão funcionando”, disse Clark à AFP em Genebra.
Assim que o alerta foi emitido, na sexta-feira passada, para o novo surto de ebola na RDC — e semanas depois do anúncio de um surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius, no Oceano Atlântico —, “a resposta foi bastante boa”, avaliou.










