Projeto de reintrodução conduzido pelo ICMBio e pela ONG Aquasis marcou o retorno reprodutivo da espécie à Serra da Ibiapaba Equipe do projeto acompanha filhote de periquito-cara-suja no Parque Nacional de Ubajara, no Ceará — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 20/05/2026 - 07:01 Periquito-cara-suja volta a nascer na natureza após 100 anos na Serra da Ibiapaba Após um século sem registros na Serra da Ibiapaba, na divisa entre Ceará e Piauí, o periquito-cara-suja voltou a nascer em ambiente natural. Em 2026, o Parque Nacional de Ubajara celebrou o nascimento de 43 filhotes, fruto de um projeto de reintrodução liderado pelo ICMBio e a ONG Aquasis. A iniciativa faz parte de um plano nacional para a conservação das aves da Caatinga, enfrentando desafios como a destruição de habitat e o tráfico de animais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Mais de um século depois de desaparecer da Serra da Ibiapaba, na divisa entre Ceará e Piauí, o periquito-cara-suja voltou a nascer em ambiente natural na região. O Parque Nacional de Ubajara registrou, em 2026, o nascimento de 43 filhotes da espécie, considerada uma das aves mais raras e ameaçadas do país. O resultado é fruto de um projeto de reintrodução conduzido pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio do Parque Nacional de Ubajara e do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), em parceria com a ONG Aquasis. A iniciativa integra as ações do Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves da Caatinga, que reúne estratégias de proteção para espécies ameaçadas e seus habitats no bioma. O periquito-cara-suja, cujo nome científico é Pyrrhura griseipectus, chegou a ser considerado restrito a poucas áreas remanescentes de floresta úmida no Ceará. A ausência da espécie na Serra da Ibiapaba era associada principalmente à destruição de habitat e ao tráfico de animais silvestres, fatores que ainda preocupam os pesquisadores envolvidos no projeto. A reintrodução começou com a translocação de aves de vida livre para a unidade de conservação. Antes da soltura definitiva, os animais passaram por um período de adaptação em recintos controlados. O trabalho incluiu ainda monitoramento permanente e instalação de caixas-ninho para estimular a reprodução em ambiente natural. Segundo as equipes técnicas, o nascimento dos filhotes é visto como um indicativo de que os indivíduos reintroduzidos conseguiram se adaptar ao território e já apresentam comportamento reprodutivo estável, etapa considerada decisiva em programas de conservação desse tipo. — Não se trata apenas do aumento no número de indivíduos. Estamos falando da retomada de um processo ecológico que havia sido interrompido na região há décadas — afirmou o chefe do Parque Nacional de Ubajara, Diego Rodrigues. O parque, localizado no noroeste do Ceará, concentra áreas de mata úmida em meio ao semiárido e é considerado estratégico para a conservação da biodiversidade da Caatinga. A unidade abriga cavernas, nascentes e remanescentes florestais usados por espécies ameaçadas como área de alimentação e reprodução. Os pesquisadores envolvidos no projeto afirmam que os próximos anos serão decisivos para consolidar a população reintroduzida. As ações previstas incluem reforço populacional com novas translocações, acompanhamento dos ninhos e medidas de proteção contra captura ilegal de aves.
Parque Nacional de Ubajara registra nascimento de 43 filhotes de periquito-cara-suja após um século sem registros na região
Projeto de reintrodução conduzido pelo ICMBio e pela ONG Aquasis marcou o retorno reprodutivo da espécie à Serra da Ibiapaba













