Os cientistas alertam que 2026 pode ser um dos anos mais quentes alguma vez registados, com fenómenos climáticos extremos sem precedentes, impulsionados principalmente pelas alterações climáticas causadas pela actividade humana — e ajudados pelo impacto de um fenómeno El Niño forte, que estará a desenvolver-se. O risco não está no El Niño iminente, mas na conjugação deste fenómeno natural com um planeta em total desequilíbrio. O pior ainda poderá estar para vir em 2026.Há já algum tempo que diferentes centros de previsão e equipas de cientistas falam na probabilidade de um fenómeno El Niño forte ou mesmo de um super El Niño em 2026. Apesar de algumas ligeiras diferenças no grau de probabilidade de termos um super El Niño à nossa espera nos próximos meses, as previsões já não deixam margens para dúvidas sobre o desenvolvimento deste fenómeno natural em 2026 e que, muito provavelmente, continuará a influenciar o clima em 2027.Este padrão, caracterizado pelo aquecimento do Pacífico Equatorial, traz calor e chuva intensa, podendo intensificar secas, cheias e agravar o risco de incêndios florestais em várias regiões do planeta, fase de um ciclo natural no oceano Pacífico, que geralmente começa na Primavera e afecta gradualmente as temperaturas, os ventos e o clima em todo o resto do globo nos meses seguintes.