Para Thiago Piovesan, CEO da Indigo no Brasil, a queda da escala 6x1 no trabalho terá efeito real no setor de serviços. Adaptabilidade a mudanças, no entanto, é uma habilidade que considera essencial na empresa que comanda.
O executivo estima que a companhia, de origem francesa, opere 10% do segmento de estacionamentos no Brasil. No momento, o principal desafio é convencer o empresário brasileiro de que vale a pena profissionalizar a gestão desse espaço nos comércios, hospitais, clínicas e outros estabelecimentos. Na opinião de Piovesan, há ainda 80% do mercado para se consolidar.
Um possível fim da jornada 6x1 afetaria os negócios? Com certeza. Depende do segmento. Hospitais, shoppings, estádios ou operações menores... E do modelo operacional: se a operação roda 24 horas, se inclui finais de semana ou se funciona apenas em horário comercial, por exemplo. Alguns negócios são mais afetados do que outros. Se a jornada 6x1 for eliminada, ajustes nas escalas e na estrutura de pessoal precisarão ser feitos para adequar as operações. Há impacto real.
Quais são os funcionários que a Indigo procura? A disponibilidade de mão de obra tem seus desafios, como em qualquer segmento da economia. Há sazonalidade, mas a dificuldade não é uma exclusividade do setor de estacionamentos. Quanto ao perfil que buscamos: tecnologia, gestão de dados e inovação são pré-requisitos, não diferenciais. Quem não tiver isso no radar dificilmente participará do mercado qualificado. O que realmente faz a diferença é o acolhimento e a capacidade de resolução de problemas.












