Após ter a venda de seus produtos suspensa por duas vezes pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), a Ypê afirma que pretende investir cerca de R$ 130 milhões para adequar o seu parque fabril em Amparo (SP).
O chamado Plano de Qualidade da empresa foi elaborado no fim do ano passado, após a agência interditar lotes de lava-roupas por contaminação microbiológica detectada pela própria Ypê. Apesar da reestruturação, a agência determinou em maio novo recolhimento e interrupção da fabricação de parte dos produtos feitos no interior paulista.
A empresa diz que o plano foi redesenhado nas últimas semanas. "Tem um foco muito grande no tratamento da água", afirma o diretor jurídico e de assuntos corporativos da Ypê, Sergio Pompilio.
A Anvisa deve julgar um recurso da empresa na sexta-feira (15), após retirar o caso da pauta na quarta (13). A interdição dos lotes se tornou munição para campanha movida por líderes e militantes bolsonaristas em defesa da Ypê, com divulgação de teorias fantasiosas e ataques à direção da Anvisa.
Em reunião na Anvisa em 9 de abril, cerca de um mês antes da interdição, a Ypê sinalizou que as mudanças na fábrica custariam de R$ 100 milhões a R$ 110 milhões em 12 meses. As obras incluiriam a "implementação de sistemas avançados de tratamento de água", registra a ata do encontro.













