O colegiado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter, por unanimidade, a suspensão da fabricação, da comercialização e o recolhimento de produtos da marca Ypê, fabricados pela Química Amparo, com identificado risco de contaminação biológica. A agência analisou nesta sexta-feira (15) um recurso apresentado pela fabricante dessas mercadorias. O julgamento desta sexta se refere ao recurso apresentado pela Ypê em relação à medida cautelar aplicada pela Anvisa. Ou seja, não se trata da deliberação do mérito da suposta responsabilidade da empresa pelo risco de contaminação por bactéria de lotes produzidos pela Química Amparo. "Voto pela retirada do efeito suspensivo do recurso administrativo referente às medidas de suspensão, comercialização, distribuição, fabricação e uso, pela manutenção do efeito suspensivo da medida de recolhimento dos produtos, condicionada à apresentação pela empresa de plano de mitigação de riscos relativos aos itens já distribuídos", defendeu o relator do caso, o diretor-presidente presidente da Anvisa Leandro Safatle. Para Safatle, não é possível considerar os testes feitos pela Química Amparo como representativos dos lotes que estariam contaminados. Ou seja, para o diretor, eles são "insuficientes" para garantir a segurança dos produtos. Os diretores também concordaram com a apresentação de um plano de ação, pela empresa, de análise de riscos para a volta da fabricação e da liberação dos lotes que podem estar contaminados. Por conta disso, a agência reforçou que as medidas suspensivas aplicadas à Ypê têm caráter temporário e podem ser reavaliadas mediante a análise e o cumprimento desse plano de ação pela empresa. A defesa da Ypê, por sua vez, apoiou suspensão dos efeitos da resolução baixada pela Anvisa até que a empresa conseguisse se ajustar aos requerimentos exigidos pela Anvisa. De acordo com o advogado Omar José Amazonas, a Ypê está colaborando com a agência para a mitigação do risco de contaminação.